"É possível dizer que noBloco do Eu Sozinhoas músicas
se submeteram aos arranjos, e que noVenturaos arranjos se submeteram às músicas, no4as músicas
e os arranjos são uma só coisa, não há distinção. Aos poucos o4foi tomando
forma e se revelando para nós. Havia um número grande de composições, no
entanto a unidade do disco, a personalidade que ele adquiriu, incumbiu-se de
selecionar as músicas que fariam parte dele, e são 12. Um disco com menos
faixas mas, possivelmente, o mais amplo e abrangente entre todos."
(Bruno Medina)
Mantendo
a ideia que foi colocada em prática desde o Bloco
do Eu Sozinho, o quarto e último álbum de estúdio da banda também foi
produzido em um sítio. O terceiro sítio, aliás; não é uma informação tão
relevante, mas como há os que questionam, Bloco, Ventura e 4 tiveram sua
produção em lugares diferentes. E as diferenças são visíveis tanto na
característica do disco como no intuito dos Hermanos. A primeira vez que foram
para um sítio o motivo era claro: fugir do que estava acontecendo na época
(leia aqui). Tanto que haviam sido ainda mais radicais, sem TV, telefone etc. O
4, abordando também a definição feita pelo Medina, é uma mistura das mais belas
produções já feitas pela banda com um toque ainda mais refinado. O sítio já não
era tanto uma escapatória e sim um lugar onde podiam almoçar juntos, tendo a
oportunidade de conversarem e pedirem opiniões quando quisessem... Enfim,
tinham tudo aquilo que não teriam sem essa convivência assídua durante dois
meses. A forma como tudo é feito não difere muito de um trabalho para o outro. Marcelo e Rodrigo chegam com as composições (algumas ainda são feitas lá) e todos começam a trabalhar no arranjo.
Sobre
a produção e os resultados benéficos que a do "4" trouxe, ninguém
melhor do que os próprios integrantes para contar. Nessa entrevista, Barba e Amarante contam e detalham partes importantes do trabalho mais a aproximação da
banda com a MPB:
Já em carreira solo, Marcelo Camelo cantou “Pois É”
(4) - MTV ao Vivo. Uma das mais belas canções de sua autoria seguida de uma
interpretação emocionante que só o próprio poderia fazer. E fez: